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22/02/2008

Eu sei que determinada rua que eu já passei não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos e que nunca mais eu vou abrir. Cada vez que eu me despeço de uma pessoa pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez. A morte, surda, caminha ao meu lado. E eu não sei em que esquina ela vai me beijar.

Com que rosto ela virá? Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer? Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque? Na música que eu deixei para compor amanhã? Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro? Virá antes de eu encontrar o homem, o homem que me foi destinado, e que está em algum lugar me esperando embora eu ainda não o conheça?

Qual será a forma da minha morte? Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro. O coração que se recusa abater no próximo minuto, a anestesia mal aplicada, a vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida, o câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe, um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte, que matas o gato, o rato e o homem. Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar. Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva e que a erva alimente outro homem como eu, porque eu continuarei neste homem, nos meus filhos, na palavra rude que eu disse para alguém que não gostava e até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Vou te encontrar vestida de cetim, pois em qualquer lugar esperas só por mim, e no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar. Vem, mas demore a chegar. eu te detesto e amo morte, morte, morte, que talvez seja o segredo desta vida.

Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida.

 

by Raul, adaptado por mim.


Escrito por Elisa Maria às 15h32
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21/02/2008

Consolação.
Perto do Mackenzie.
14h30.
O semáforo abre, aparece uma bicicleta do meu lado esquerdo, um cara com o colete de entregas do habib´s delivery.
Ele bate no ônibus, que está na faixa exclusiva, e agarra na porta.
Na minha frente um motoqueiro, que estava no corredor, entre a faixa do ônibus e a cidadã diminui e faz sinal.
O cara larga do ônibus e pega na moto.

O motoqueiro acelera com o ciclista agarrado a ele, e eu atrás.

Perfeita sincronia entre os dois.
Uma puta demonstração de cidania e empatia.
Tem coisas que só os motoboys de São Paulo fazem, mesmo.
E tem gente que ainda xinga eles.

Eu sorri e segui meu caminho. Feliz.
Devia ter tirado uma foto.


Escrito por Elisa Maria às 17h57
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e as coisas continuam indo...
como sempre...
meu trabalho está simplesmente fantástico!
estou sedimentando algumas relações importantes, que estão me fazendo muuuito bem...
e promessas de diversão pra frente.
mas há uma coisas ainda mal resolvida
que não sei se um dia eu resolvo!

bjos


Escrito por Elisa Maria às 10h59
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19/02/2008

eu não consigo entender pq continuo amando uma pessoa que parece nao querer isso, e mais, tem feito de tudo para nao merecer.
será porque eu continuo vendo essa pessoa da maneira que ela era qdo eu a conheci?
mesmo ela me dizendo que as pessoas mudam.

to muito nostalgica hj, mas o fato é que por mais q eu queira me desvincular desse passado e esquece-lo, eu nao consigo.

pq eu amo.
continuo amando.
e nao sei se um dia vou me livrar disso...

nao sei se vc ainda le meu blog.
é do seu feitio fazer isso, mas depois de tudo...
nao sei se vera isso
muito menos como encarara.
mas eu preciso dizer:

eu continuo te amando.
sempre te amei.
bjos e tudo de bom


Escrito por Elisa Maria às 23h42
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